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Valores da tabela SUS têm defasagem de até 434%

by André Marques dos Santos 500

Em alguns tópicos anteriores abordamos sobre reembolso para SUS, mas e na perspectiva dos hospitais sobre o assunto, a conta fecha?

Em uma notícia recente publica pelo O Estado de S.Paulo,  A defasagem dos valores pagos pelo Ministério da Saúde a hospitais que atendem o Sistema Único de Saúde (SUS) foi de até 434% nos últimos seis anos, em comparação com a inflação oficial acumulada no período. De 1.500 procedimentos hospitalares previstos na tabela SUS, 74% não tiveram os valores atualizados de acordo com os índices de aumento de preços. Os dados são de levantamento inédito do Conselho Federal de Medicina (CFM) obtido pelo Estado.

Como exemplo podemos citar o parto normal, em 2008 os hospitais que realizaram esse tipo de procedimento receberem um valor de R$ 472,27, se corrigido pela inflação (IPCA acumulado – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) esse procedimento deveria ter o valor de R$ 701,89 em 2014, porém o valor pago pelo governo federal no ano de 2014 foi de R$ 550,42, ou seja, uma defasagem de 28%.

A maior defasagem, de 434%, foi encontrada nos pagamentos feitos pelo tratamento cirúrgico de fraturas da caixa torácica (gradil costal). Em 2008, o ministério pagou R$ 5.671,35 por paciente que passou por esse tratamento na rede pública. Seis anos depois, o valor caiu para R$ 1.579,76 – se atualizado pelo IPCA, ele deveria ir a R$ 8.428,76.

Para Hermann von Tiesenhausen, primeiro secretário do CFM e conselheiro federal por Minas Gerais, a defasagem da tabela provoca diminuição no número de hospitais conveniados e filantrópicos que trabalham com a rede pública.

O Ministério da Saúde afirma que existem outras fontes de financiamento da saúde pública no Brasil, e essas vem aumentando nos últimos anos.

Estamos migrando para uma forma de financiamento global, que trabalha com o pagamento não só por um procedimento, mas pelo cuidado integral ao doente.

Lumena Furtado – secretária de Atenção à Saúde do Ministério

Segundo a secretária, a soma dos valores da tabela SUS aos incentivos, contribuíram entre os anos de 2010 a 2014 com um aumento de 46% dos incentivos repassados para procedimentos de média e alta complexidade, enquanto que a inflação acumulou cerca de 25% para o mesmo período.

De encontro com essa informação, Edson Rogatti afirma que, na maioria dos casos, os incentivos não são suficientes para cobrir o déficit desse tipo de unidade de saúde.

A tabela SUS cobre só 60% dos nossos custos e os incentivos ajudam, mas não fecham a conta. Até porque nem todos os hospitais atendem aos critérios para receber esses valores a mais.

Edson Rogatti – o Presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB)

Outro fator que contribui para aumentar o déficit é o aumento, maior que a inflação, dos custos de alguns produtos e serviços fundamentais para o funcionamento de hospitais, entre 2008 e 2014.

[fonte]
estadao.com.br

André Marques dos Santos

Uma pessoa viciada em tecnologia, formado em Farmácia-Bioquímica pela USP e com muito afinidade pelo empreendedorismo. Procuro ampliar meus conhecimentos seja através de livros, cursos ou até mesmo ajudando outras pessoas e me desafiando durante esse processo. Atualmente amplio meu conhecimento em gestão e desenvolvimento de negócios para poder ajudar startups crescerem no mercado da saúde.