ATsaúde - Tecnologia em prol da saúde

DestaqueDocumentoRepositórios

Transformação Digital em Saúde – Você está fazendo isso da forma certa?

by André Marques dos Santos 301

Nós tivemos contato com um whitepaper produzido pela eyeforpharma, no qual eles discutem diversos pontos da transformação digital em saúde, através de entrevistas com diversos stakeholders desse mercado, desde consultorias, até mesmo profissionais de dentro das indústrias.

Traduzimos todo esse conteúdo para deixar disponível para você. O conteúdo é muito rico e traz insights para todas as fases da transformação digital. Hoje, a inovação digital está transformando simultaneamente três aspectos do cenário farmacêutico:

  1. A tecnologia médica, por exemplo, sensores, medicina personalizada, mecanismos de liberação.
  2. Experiência do cliente, através da evolução das estratégias de engajamento dos clientes e dos pacientes que envolvem múltiplos canais.
  3. Desenvolvimento de novas plataformas que facilitem os cuidados baseados em desfechos aos quais os modelos “go-to-market” precisam ser adaptados.

Traz também alguns pontos que as indústrias farmacêuticas devem se atentar para que a mudança necessária seja feita para atender as necessidades desse novo cenário, de forma resumida são as seguintes:

  • Desenvolver estratégias que envolvam a revolução digital – além do mero desenvolvimento de extensões digitais para suas estratégias atuais.
  • Reconhecer que a tecnologia em si não é a estratégia – mas sim um facilitador, e sua implementação é dependente de fatores humanos.
  • Entender que o escopo das mudanças requeridas impulsiona a necessidade de uma transformação organizacional significativa, com tudo o que isso implica internamente.
  • Concentrar-se no talento e em construir rapidamente habilidades digitais dentro da organização de tal forma que elas se tornem a regra.
  • Aprender como escalar sucessos.
  • Reconhecer que este processo é uma jornada de três a cinco anos – talvez até sete.
  • Aceitar que o destino não é necessariamente fixo, pois o cenário evoluirá significativamente durante o processo.
  • Colocar ênfase no cliente (provedores e pagadores) e nos clientes dos clientes (paciente) com foco em melhorar a experiência em todos os estágios da cadeia de valor e da jornada do paciente.
  • Incorporar como impulsionadores o trabalho multifuncional e a eliminação de silos.
  • Envolver a TI e regulatórios/compliance desde o início.
  • Aprender com outras indústrias – especialmente outros setores fortemente regulamentados, como os de serviços financeiros.
  • Colaborar com parceiros externos para estimular este processo: autoridades reguladoras, agências digitais, associações de pacientes e influenciadores digitais.
  • Assegurar que as iniciativas digitais são apropriadas para o setor de saúde em modo e conteúdo e evitar “reinventar a roda” quando já existem soluções.

A longo prazo o digital pode oferecer diversos benefícios, sendo alguns deles:

Insights do cliente através de uma melhor coleta de dados – Feedback dos clientes não apenas nos processos de engajamento, mas em áreas de interesse mais amplas para fornecer insights sobre preferências e inteligência sobre como melhorar as ofertas e soluções.

Oportunidades para melhorias em topline e bottom-line – Diversos touchpoints direcionam o engajamento e o potencial de compra dos clientes. As técnicas digitais podem melhorar a segmentação e personalização, além de aumentar a eficiência de marketing e da produtividade e reduzir os custos.

Melhor percepção do cliente – A conveniência adicional do multicanal e a disponibilização de conteúdo adaptado e relevante para os clientes, quando eles querem, melhoram o net promoter scores (NPS) e outras métricas chaves de marketing.

Mas nada disso é fácil, ao longo do whitepaper é discutido que a transformação digital não é feita através da tecnologia, mas sim através da mudança de mindset, temos o costume de relacionar que transformação digital é algo parecido com fazer uma reunião via Skype. A transformação digital vai muito além disso, precisamos primeiro pensar de forma digital e criar estratégias específicas para esses canais, ao invés de utilizarmos antigas estratégias e apenas inserirmos componentes de tecnologia nelas. A tecnologia é o suporte, o mindset é o core!

O mindset é influenciado principalmente por algumas formas antigas de trabalho, mas que ainda dão certo, que são fortes barreiras para a transformação:

Silos funcionais competem por recursos escassos – A indústria não foi organizada em equipes multifuncionais, mas sim com clara separação entre as unidades. As equipes competem por recursos em uma empresa, especialmente em grupos de serviços compartilhados como marketing e TI.

Silos funcionais e interoperabilidade limitada entre sistemas limitam o fluxo e a utilidade dos dados e nossa capacidade de descobrir insights. No ano passado, uma pesquisa da organização Forrester descobriu que 49% das empresas (em todos os setores) ainda não implementaram uma estratégia para obter uma visão unificada.

Continuar a focar nos produtos e não nos resultados – Os produtos Blockbuster têm sido bons para indústria, mas a tendência do mercado tanto para paciente, consumidor, fornecedores e pagadores é de soluções baseadas em desfechos.

Todos esses pontos são discutidos através de muitos exemplos no whitepaper e para finalizarmos e deixarmos vocês devorarem o whitepaper, segue um checklist sugerido para entender se está no caminho certo:

  • A liderança clara do topo – a maior barreira para a mudança é a cultura
  • Equipe dedicada – para impulsionar o processo em toda a organização
  • Talento – contratar os melhores talentos e preparar o negócio para o digital
  • Processos – defini-los desde o início
  • Plataformas – trabalhar com TI, como eles podem ser os verdadeiros guardiões.
  • Parceiros externos – escolha cuidadosamente e introduza-os no ambiente da indústria farmacêutica.
  • Comunicados – compartilhe histórias de sucesso
  • Pilotos – experimente e aprimore e, em seguida, amplie
  • Consenso do negócio – trabalho multifuncional
  • Metas e métricas – vá além das métricas de marketing tradicionais, utilize as métricas de negócios.
  • Compliance, privacidade e segurança – construa-os a partir da palavra “go”.

E como cita Jess Federer:
Leia-o. Compartilhe com seus colegas. E depois faça alguma coisa.

Acesse aqui o whitepaper na íntegra.

André Marques dos Santos

Uma pessoa viciada em tecnologia, formado em Farmácia-Bioquímica pela USP e com muito afinidade pelo empreendedorismo. Procuro ampliar meus conhecimentos seja através de livros, cursos ou até mesmo ajudando outras pessoas e me desafiando durante esse processo. Atualmente amplio meu conhecimento em gestão e desenvolvimento de negócios para poder ajudar startups crescerem no mercado da saúde.