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O que a saúde pode aprender em um evento de blockchain? [Parte I]

by André Marques dos Santos 122

Tivemos a oportunidade de cobrir o evento BLOCKSPOT CONFERENCE LATAM 2018 e trouxemos alguns pontos para a reflexão de vocês. Não vamos trazer a definição de blockchain nessa nossa publicação, mas caso você tenha interesse em entender melhor, acesse o paper que deu origem a mesma. Tecnologias que ganharam visibilidade nos últimos anos, principalmente por novas aplicações, acabam criando grandes expectativas nos diferentes mercados e uma frase que diversos palestrantes trouxeram durante suas apresentações tenta alinhar as expectativas do mercado com um choque de realidade:

A tecnologia blockchain não resolverá todos os problemas!

Dito isto, agora vamos ao próximo ponto, considerando a tecnologia do blockchain muito foi comentado sobre a distribuição das informações entre os participantes do mercado e os benefícios que isso traz. Para exemplificar trouxeram o gráfico de Paul Baran, que indica que a próxima evolução das aplicações descentralizadas, são as aplicações distribuídas.

(ficou curioso, confira o estudo na íntegra)

Um dos principais benefícios que uma rede distribuída possibilita é a transparência, principalmente porque todos os pontos, no caso do blockchain, possuem a mesma informação. Abaixo alguns exemplos que foram citados durante o evento para mostrar a evolução de soluções descentralizadas para soluções distribuídas.

Descentralizada Distribuída
Uber Arcade City (entenda a diferença)
AirBnb Slock.it
YoutTube Paratii
Spotify Musicoin (entenda a diferença)

E na saúde, como podemos criar esse conceito de distribuição?

Por trás dessas tecnologias estão os chamados smart contracts (entenda melhor), mas e na saúde, como os smart contracts poderiam ajudar? Um case muito interessante e que se aplica perfeitamente a área da saúde é o case da Maersk, que está utilizando o blockchain em soluções de supply chain.

Os smart contracts possibilitam diversos benefícios para a saúde, porém ainda precisamos amadurecer o conhecimento em relação à tecnologia para que possamos ter aplicações mais efetivas. Um desafio que citaram para aplicação é que todos os ativos tem que estar obrigatoriamente na rede. Os smart contracts podem ser utilizados principalmente para empoderar o paciente, mudando de mãos a posse sobre seus dados de saúde, em outras palavras, o blockchain tem a oportunidade de permitir que o paciente seja dono dos seus próprios dados e não mais as instituições pelas quais ele é atendido, isso traz um mundo de oportunidades!

Um benefício que foi citado e nos chamou bastante a atenção foi que a utilização do blockchain para armazenar os dados de saúde possibilitaria um menor impacto de invasões nos sistemas locais, pois a partir do momento que esses dados estão armazenados em uma rede pública, eles não seriam perdidos em um ataque, como aconteceu com algumas instituições durante o wanna cry.

Ainda tem mais, confira a Parte II.

André Marques dos Santos

Uma pessoa viciada em tecnologia, formado em Farmácia-Bioquímica pela USP e com muito afinidade pelo empreendedorismo. Procuro ampliar meus conhecimentos seja através de livros, cursos ou até mesmo ajudando outras pessoas e me desafiando durante esse processo. Atualmente amplio meu conhecimento em gestão e desenvolvimento de negócios para poder ajudar startups crescerem no mercado da saúde.