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Como foi a INVESTE SP – Inovação em Saúde

by André Marques dos Santos 574

Ontem (13/08) tivemos a oportunidade de participar do evento da InvesteSP para discutir inovações em saúde. Esse evento contou com a participação de mais de 400 pessoas, entre autoridades governamentais, empresários, especialistas e representantes diplomáticos. Entre os participantes tivemos stakeholders da área da saúde, principalmente do Estado de São Paulo e também tivemos a presença do vice-governador Márcio França, Juan Quirós (presidente da Investe SP), Ruy Balmer (coordenador titular do BioBrasil), Itamar Borges (deputado estadual), entre outros.

O evento foi realizado em parceria com as secretarias de Estado da Saúde e de Governo e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o fórum contou com cinco painéis de temáticas distintas, porém todas tinham como foco principal pontos de inovação na área da saúde.

Durante os painéis o incentivo as pequenas e médias empresas foi sempre citado, demonstrando assim que esse seria um dos caminhos para obtermos a inovação, interessante salientar que um dos participantes do painel citou que num futuro próximo as startups possam garantir a “sobrevivência” de uma empresa.

O terceiro painel foi muito interessante e contou com a participação de Carlos Henrique de Brito Cruz (diretor científico da FAPESP) e Álvaro Sedlacek (diretor financeiro e de negócios da Desenvolve SP), nesse painel os dois participantes explicaram como funcionam e de que forma as empresas podem ter acesso às linhas de financiamento que o Estado de São Paulo oferece para inovação e projetos relacionados a saúde. Um dos programas citados foi o PIPE (FAPESP), Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas, que foi criado em 1997 e destina-se a apoiar a execução de pesquisa científica e/ou tecnológica em pequenas empresas sediadas no Estado de São Paulo (para maiores informações clique aqui). A Desenvolve SP também apresentou os seus programas, para saber mais clique aqui.

Ainda considerando a área de investimentos a lei 13.097/15, CAPÍTULO XVII (clique aqui para ver na íntegra) foi citada, essa lei “permite a participação direta ou indireta, inclusive controle, de empresas ou de capital estrangeiro na assistência à saúde” e com isso a criação de novas oportunidades.

A otimização da utilização dos recursos finitos também teve um grande destaque, para conseguir essa otimização foram apresentados alguns exemplos sobre a terceirização de serviços e a ideia dos hospitais compactos, dentro desse tópico a falta de gestão eficiente foi considerada um dos principais fatores para falta de otimização dos recursos.

Um dado importante, que mostra a deficiência do mercado brasileiro em atender as necessidades na área da saúde, foi citado pelo Paulo Henrique Fraccarro (Superintendente da ABIMO) que a cada R$ 100 gastos no SUS, apenas R$ 34,7 são com produtos brasileiros, ou seja, 34,7%.

O evento foi finalizado pelo painel que discutiu os modelos de parcerias público-privadas disponíveis no Estado de São Paulo para projetos relacionados à gestão da saúde pública.

E porque esse evento tem uma importância tão grande na opinião da Equipe ATsaúde? Pois é através da inovação que conseguiremos otimizar a utilização dos recursos finitos e vale lembrar que inovação não é necessariamente invenção.

André Marques dos Santos

Uma pessoa viciada em tecnologia, formado em Farmácia-Bioquímica pela USP e com muito afinidade pelo empreendedorismo. Procuro ampliar meus conhecimentos seja através de livros, cursos ou até mesmo ajudando outras pessoas e me desafiando durante esse processo. Atualmente amplio meu conhecimento em gestão e desenvolvimento de negócios para poder ajudar startups crescerem no mercado da saúde.