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Especialidades com margens baixas perdem espaço na saúde

by André Marques dos Santos 450

Recentemente o Diário Comércio, Industrias & Serviços, jornalista Vivian Ito, publicou uma matéria que achamos interessante compartilhar com você.

O atual sistema de remuneração da saúde suplementar está espremendo as margens de ganho das maternidades e pediatrias e acelerando o encolhimento do número de leitos nessas áreas. Para especialistas, sem novos incentivos a queda ficará ainda mais acentuada, diminuindo as opções no setor privado.

O sistema de remuneração – por serviço prestado e não por performance – da saúde suplementar é um dos maiores gargalos, provocando inúmeras consequências em todo o setor. Sobretudo entre especialidades com menor retorno. Por isso, as maternidades e pediatrias perderam nos últimos cinco anos espaço para áreas de alta complexidade. Em 2014, o Hospital Santa Catarina, em São Paulo, fechou as portas de uma das mais tradicionais maternidade da cidade, após 35 anos. O desinteresse na especialidade não é apenas do investidor, mas também do médico. Em 2015, de 421 mil médicos do País, apenas 26 mil são pediatras e 22 mil ginecologistas.

“Somos saudáveis financeiramente, mas nossas margens são baixas. Hospitais pediátricos são assim”

afirma o diretor-superintendente do Hospital Infantil Sabará, Wagner Marujo.

Para ele, com a transição demográfica e a redução do número de crianças nascidas por pessoa é normal que o volume de leitos na área pediátrica diminua. No entanto, o Brasil ainda não se encontra nessa fase. “A escala da pediatria ainda é grande. Temos 20% da população”, aponta.

Marujo argumenta que o grande problema do sistema de remuneração é que beneficia o volume de atendimento e o uso de aparelhos e exames. “E a pediatria é menos dependente da aparelhagem”, indica. Mesmo quando é necessária a remuneração por exame, também é menor na especialidade. “O modelo não contempla que você demora 15 minutos para fazer uma ressonância em um adulto e uma hora e meia em uma criança”, exemplifica. Outro fator que o superintendente aponta como desafiador é que a criança é tratada como um adulto. “Muitas operadoras não levam em consideração o investimento em estrutura física que o hospital pediátrico deve ter para abrigar a criança e o pai.”

Segundo ele, para que o mercado retome os investimentos na especialidade é necessário que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promova outros modelos de remuneração que leve em consideração as especificidades da pediatria.

Medicina integrada

A sócia da PwC Brasil e especialista no setor de saúde Eliane Kihara aponta que a implementação de um sistema de saúde integrado seria uma boa saída. O modelo consiste em separar o atendimento por nível de complexidade. “Com a atenção integrada, você otimiza os recursos”, indica Eliane.

Para ela, desse jeito os atendimentos mais simples são feitos por clínicas e médicos de família e se houver necessidade o paciente pode ser encaminhado para um hospital mais especializado. Assim, o problema de escala também é suprido. “Mas para isso você precisa de hospitais satélites”, diz Eliane. Segundo ela, assim evita-se grandes deslocamentos de pacientes.


[update equipe ATsaúde]

Recentemente tivemos a oportunidade de ler sobre uma startup que tem trabalhado para auxiliar através da tecnologia esse tipo de classificação, porém apenas para alterar a ordem de atendimento e não para encaminhar para diferentes profissionais como sugere a especialista Eliane Kihara. Para aqueles que tiverem maior interesse http://www.tolife.com.br/.


Para a sócia da consultoria, mesmo com a tendência de especialização, aos poucos os hospitais deverão retomar os investimentos em áreas que ficaram para trás. “Existe um limite de mercado. Se todos se especializarem na mesma área, uma hora você terá mais leito que demanda”.

A coordenadora da UTINeonatal do Hospital Samaritano em São Paulo, Teresa Uras, acredita que o sistema integrado é uma tendência mundial. No Samaritano, o foco é a medicina de alta performance e a integração com hospitais parceiros tem funcionado. Com o atendimento especializado, Teresa aponta que é possível diminuir o tempo de internação. Um dos desafios para os hospitais especializados é o atendimento primário, que deve prevenir a doença antes de chegar ao tratamento mais complexo. “Mas o Brasil melhorou muito nesse aspecto.”

 

Para ler a notícia na íntegra acesse e cadastra-se em http://www.dci.com.br

 

[fonte]
http://www.dci.com.br
tolife.com.br

André Marques dos Santos

Uma pessoa viciada em tecnologia, formado em Farmácia-Bioquímica pela USP e com muito afinidade pelo empreendedorismo. Procuro ampliar meus conhecimentos seja através de livros, cursos ou até mesmo ajudando outras pessoas e me desafiando durante esse processo. Atualmente amplio meu conhecimento em gestão e desenvolvimento de negócios para poder ajudar startups crescerem no mercado da saúde.