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Diretrizes MCDA – ISPOR

by André Marques dos Santos 628

Como já discutimos sobre MCDA na publicação Primeiro relatório sobre MCDA – ISPOR, trazemos agora o segundo relatório publicado pela ISPOR, além de alguns links interessantes.

Muitas decisões de cuidados em saúde – tais como otimização de portfólio, avaliação de risco-benefício, avaliação de tecnologias em saúde (ATS) e tomada de decisão compartilhada – exigem uma avaliação cuidadosa das opções subjacentes e os critérios utilizados para julgar essas opções. Esta avaliação é desafiadora dada a necessidade de escolha entre múltiplos critérios de valor. Normalmente, a avaliação das opções considera implicitamente apenas esses critérios ou seu valor relativo.

Existe uma insatisfação com as abordagens atuais de avaliação. Dada a proeminente retirada de drogas durante a última década, as agências reguladoras estão buscando abordagens mais rigorosas, coerentes e transparentes para avaliação de risco-benefício. As autoridades de saúde, pacientes e médicos estão preocupados com o número restrito de medidas comumente usados para informar as decisões de reembolso, como a ênfase em análise custo-efetividade (ACE), utilizando o ano de vida ajustado pela qualidade (QALY) para medir benefícios. Dando origem a esforços para incluir mais explicitamente vários critérios nos processos de ATS, destacando a falta de métodos para apoiar os tomadores de decisão na tomada de decisão.

Estas deficiências levaram os tomadores de decisão a investigar a análise de decisão multi-critérios para apoiar as decisões em saúde. A MCDA compreende um amplo conjunto de abordagens metodológicas, decorrentes de pesquisa operacional, que consideram explicitamente múltiplos critérios em ambientes de tomada de decisão. Além disso, pode incorporar os critérios que os decisores julgam ser relevantes e se bem feito, a MCDA pode apoiar uma tomada de decisão transparente e consistente.

Embora frequentemente utilizados em outros setores, o setor da saúde tem sido relativamente lento em utilizar a MCDA, mas como pesquisadores e profissionais se tornaram mais conscientes das técnicas, recentemente tem ocorrido um aumento acentuado na sua aplicação na área da saúde (Diaby et al., 2013).

Exemplos de abordagens de MCDA na saúde incluem o uso de ferramentas  “program budgeting and marginal analysis” (PBMA) para decisões de alocação de recursos por detentores do orçamento de saúde locais (Peacock 2007); uso de experimentos de escolha discreta para informar a definição de prioridades (Marsh et al, 2012.); usar o sistema EVIDEM na tomada de decisões sobre o value for money de novas tecnologias de saúde (Goetghebeur et al, 2012.); uso de conferências de decisão para pesar os benefícios e os riscos de novos medicamentos (Phillips et al, 2011.); uso de 1000 Minds para priorizar pacientes para cirurgias eletivas (Hansen et al., 2012) e a utilização do processo de hierarquia analítica (AHP) para apoiar a tomada de decisão paciente-médico ou de compra hospitalar (Hummel et al., 2014).

O segundo Relatório sobre MCDA contem:

1) Guias de Boas Práticas,

2) Outras Considerações no Desenvolvimento de MCDA,

3) Recursos, Habilidades e Software e

4) Pesquisas Futuras.

 

[Fonte]

MCDA Guideline 2
Apresentação MCDA – ISPOR
MCDA nas Decisões em Saúde

André Marques dos Santos

Uma pessoa viciada em tecnologia, formado em Farmácia-Bioquímica pela USP e com muito afinidade pelo empreendedorismo. Procuro ampliar meus conhecimentos seja através de livros, cursos ou até mesmo ajudando outras pessoas e me desafiando durante esse processo. Atualmente amplio meu conhecimento em gestão e desenvolvimento de negócios para poder ajudar startups crescerem no mercado da saúde.